sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Uma velha nova droga




"O que acontece neste caso é uma “mistureba”, que pode ocasionar graves consequências".

Enquanto as autoridades acham que descobriram uma nova droga. Ela é bem conhecida dos usuários. No Rio de Janeiro, a Polícia Militar apreendeu mais de 2,7 mil pedras da tal de zirrê. A droga é uma mistura de maconha e crack. Os cariocas a chamam de desirée, zirrê, craconha ou criptonita. Em São Paulo o apelido é mesclado, já no território capixaba é conhecida como fristo.

Trata-se de uma velha mistura com o objetivo de prolongar o efeito do crack, porém, quem entendia bastante do assunto já cantava: “Tem preto que come da branca, tem branco que come da preta. Tem gosto pra todo freguês, só não vale misturar (...) e overdose de cocada até pode te matar”.

Se por um lado, o crime organizado tenta afastar os incômodos usuários do crack de suas portas, prolongando seu efeito, o fristo também é uma forma de “iniciação” para o abuso de drogas com efeitos mais acentuados. É uma faca de dois gumes.

Não existe droga fraca ou forte. Droga é droga. A única classificação que distingue os principais entorpecentes comercializados ilegalmente são que uma é estimulante e outra depressora do sistema nervoso central. O que acontece neste caso é uma “mistureba”, que pode ocasionar graves consequências.

Os efeitos podem causar reações inesperadas com essas misturas. Tomar mais de uma droga sobrecarrega o corpo (coração, cérebro, fígado, etc). Algumas vezes estes ‘coquetéis de drogas’ podem resultar em overdose e... Morte.