domingo, 1 de setembro de 2013

Cabeça dinossauro!



“Só os mortos não reclamam. Os brutos também mamam. Mamãe eu quero mamar”, Titãs (Racio Símio).

Tenho fé nas pessoas. Mesmo que não chegue a um terço do tamanho de um grão de mostarda. Por isso fico decepcionado, às vezes, com atitudes impulsivas de alguns que deveriam pensar um pouquinho mais antes de agir. Por simples estratégia.

Cansei de ouvir que se eu prejudicasse somente a mim, tudo bem, mas algumas atitudes e impulsos que tive trouxeram prejuízos a outros. E é por experiência própria que digo aos assessores, secretários, bajuladores, enfim, todos que tentam blindar o prefeito Carlos Casteglione: “não é assim que a banda toca”.

Li o artigo de Ilauro Oliveira (sem a indicação de ninguém, porque tenho o mau costume de ler até bula de remédio) e comungo com seu raciocínio a respeito da Secretaria de Comunicação. Pelo pouco que entendo (mais de 15 anos enfiado oficialmente em redações) um membro do primeiro escalão não deveria se vestir carrasco e sair pedindo a cabeça de quem trabalha no meio. Até porque alguns, como eu, já as perdeu faz tempo.

É inútil e a consequência pode ser que a navalha lhe caia no pé e, consequentemente, uma tampa do dedão do prefeito vai junto. Lembrei de Zé Geraldo: “... A cada conflito, mais escombros”.

Conselho se fosse bom haveria filas como no INSS para se obter algum, mas, como ninguém pediu e meu inconsciente não liga para pedidos alheios, vou dar assim mesmo: mexer em merda sempre vai acabar cheirando mal.

Não interpretem erroneamente o devaneio deste isolado cavaleiro sem cabeça, mas quem deveria sair, à francesa, do cargo é quem tem esse hábito, nada religioso, de tentar passar o rodo com o cabo quebrado. O que não mata... Engorda!

É inacreditável que em pleno século XXI ainda tenham políticos com cérebro de australopithecus ou como no título da música dos Titãs: “Cabeça dinossauro”, mas cérebro do tamanho de uma partícula (nome dado à hóstia ainda sem consagração).

Para quem entendeu... Um pingo é letra maiúscula. Só não compreendeu quem não quer ver o óbvio ululante. A comunicação não está cumprindo o seu papel de divulgar os trabalhos do governo, se é que tem algum.

Há muito tempo não vejo um secretário de comunicação na prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim que tenha boas relações públicas. Sei que é difícil, mas quem ocupa esta pasta teria, ao menos, que ser simpático com quem é operário do meio e não somente com os “donos dos jornais”.

Será que já ouviram falar de mídia espontânea?  Meus caros companheiros, na grande maioria das vezes não são os proprietários que dão a colher cheia de chá. Esta pequena vantagem está nas mãos dos oprimidos articulistas, cronistas, repórteres, colunistas e aqueles que, eventualmente, recebem sentença de morte por decapitação.